23.10.06

Monólogo do medo

Tenho medo
Medo da vida que me fora imposta
Medo de briga de casais
Medo de toda briga

Lembro-me de gritos
E saiu correndo
Correndo da vida e de todo barulho

Toda tristeza me assusta
Por isso vivo a sonhar
Vivo a sorrir


Transformando a realidade em novos mundos
Muitos me chamam de louca
Outros tanto me invejam
Pois sempre respondo com sorriso
As tristezas de minha vida


Sorrisos cultivados
Numa infância de gritos
Mais ainda assim sorrisos
E nesta vida sou boia-fria de sorrisos


Lis

5 comentários:

Rubens disse...

triste e bonito

Jane Krist disse...

Humm. Estou sendo redundante, mas, temos que dizer a verdade: Perfeito. Ate já sei o que vou fazer. Ler esta perola junto como a canção do Moska: sorrir quando a dor te tortura e a saudade atormentar os seus dias tristonhos, vazios, sorrir quando tudo terminar quando nada mais restar do teu sonho encantador, sorrir, sorrir quando o sol perder a luz e sentires uma cruz nos teus ombros cansados doidos, sorrir vai mentindo a sua dor e ao notar que tu sorris todo mundo vai supor que eis feliz... Esta tua mestria em atender aos gritos dos versos é coisa rara de ver. Um quadro que merece uma galeria elegante. Um beijo.

Dan* disse...

Sim bom!

jiajiaij

Bjus

uiran disse...

Bóia fria de sorrisos é uma das expressões mais bonitas que ouvi/li recentemente. Pegou nas vísceras!

Rubens disse...

ué? não tinha mais coisas por aqui?