12.11.10

Ser assim, ser essência
Ser no abraço, no passo, ser
No olho que olha, transborda, ser

14.10.10

Amar é azul (amarelo e azul)

                                  Ensaio 

Olhar que percebe, invade provocando movimentos inseparáveis
Orientado ou não, não sei, revolto-me aqui, ali, acolá.
Fazer aqui o que ali nao fora permitido
Espreitando-me o espreitar que n'eles são cores e balanço

Um, dois, três
Luzes refletidas em cores, são pessoas, ações, cogni(ações)
Ele, ela, olhar expandindo-se no espaço (espaço oco, vazio antes, por hora faz dizer) nos ois dados ao tudo que nunca é
O deledela unidos, suor, variações rítmicas, alongando, os dedos que como patas que vem do virtual animal devir, grudam na terra descobrindo um novo sentir, que se faz novo com o outro que acabo de ver, tocar, sentir, degustar, cheirar, ocupar pedindo e permitindo

De fora vejo admiro e me perco por não saber e saber
Tento descobrir bombardeando orientações
Toque por toque = coluna
verticais,toráccicas, lombar, sacro, coccis
descobrindo o ser homemulher pensante que está para além do fragmento
Toco, descubro a mão que toca e é tocada
Reflexos do ato
Reflexos de imagens jamais descritíveis.

4.10.10

Sobre a verdade

A verdade das paixões são os momentos, pulsões, sorrisos e desejos
Movidos pelo anseio, tocar "amar, desamar, amar"
A ausência não é aceita, nem posta
São desejos, momentos alheios aos outros, comum ao eu
Vontade do eu com o outro
O outro não tem potência para limitar aquilo que causa como efeito
As paixões são sintomas duma adolescência mal curada, sintomas da ausência presente do todo incompleto da linguagem demasiadamente humana no que diz respeita ao devir homem, mulher animal.

1/10/2010


18.8.10

A ti, em ti
Encontra-se todo resto de amor
Aquele que em conjunto fora plantado, regado, revelado
Dia após dia
Em ti me encontro, como restos, como seres.


28.7.10

Saudação agrária


















Uma semana de troca que jamais será esquecida, Assentamento Mártires de Abril Ilha de Mosqueiro Belém do Para.

11.6.10

Paulo Freire

Educação como Prática da Liberdade



"Existir ultrapassa viver porque é mais do que estar no mundo. É estar nele, com ele. E é essa capacidade ou possibilidade de ligação comunicativa do existente com o mundo objetivo."



8.3.10

"O sábio é aquele que conhece não só pelos olhos, mas especialmente com a boca.Quem conhece só com os olhos conhece de longe, pois a visão exige distância; muito de perto a gente não vê nada.Quem conhece com a boca conhece de perto, pois só se pode sentir o gosto daquilo que já esta dentro do corpo"

Ler uma imagem é saboreá-la

Sensações desmedidas

Medo do toque ao tocar
De trasmitir atravez da pele, suor e pelos a histeria que me causa
Do cuidado para com as descobertas


A pele tremula ainda agora
Me formiga o lembrar
Como se todas as borboletas me ocupassem por inteira
colorindo aquilo que sou

Era música que saia do tocar, ou tocar que transbordou-se em música
Não definir é plenitude, foi sentir, poesia um dia

2.3.10

Minha pesquisa amorosa

"Nosso teatro precisa estimular a avidez da inteligência e instruir o povo no prazer de mudar a realidade.
Nossas platéias precisa não só saber que Prometeu foi libertado, mas também precisam se familializar com o prazer de liberta-lo.Nosso público precisa aprender a sentir no Teatro toda a satisfação e alegria experimentadas pelo inventor e pelo descobridor, todo triunfo vivido pelo libertador"

Bertolt Brecht
"TEATRO-ATIVO como forma de intervenção social, contribuindo para a libertação dos tiranizados, oprimidos e esquecidos."
Pega Teatro- Joana Lopes

15.1.10

Danca menina danca
teu corpo me encanta
me borra todo
me faz lembrar crianca

danca menina danca
seu perfume incendeia
me inflama
faz arder
danca menina danca
danca porque menina nunca deixa de ser

voce menina e o seu sorriso
seu ar, ser perfume
seus verbos conjugam todos os atos de ser

Danca menina danca
seus movimentos soa aos ouvidos
e musica, modo e maneira
danca menina a noite inteira

4.1.10

Temos muito o que dizer um ao outro,só o tempo podera de fato dizer o indizivel
Somos a própria arte, traduzimos o intraduzivel atravéz das visceras
Por mais que a dor nos faca compahia
Diariamente somos
Faz falta a sua falta

Aos poucos acostumei com sua ausencia
Ausencia próxima que aos poucos me levou a morte
A morte e o vazio, o seu vazio, o vazio que sua presenca me causa
Estou morto (o amor mata)
Nunca soube dizer o quanto te amo
Nem tao pouco o quanto te amei
Me perdia todos os dias em seu olhar e me corrompia
Nos momentos de uniao eu morria



4 janeiro 2010

2.1.10

pessoesia

Gritar que estou afetada se afasta da norma
É insano , excessivo, contínuo e impróprio
O Grito é preciso, a sensação de vômito que o grito me causa se faz necessária
aos meus orgãos

Me olha
Sentes o que sinto
se cala (silêncio)
Apavorados mentimos

Seus olhos, meus olhos (olhares)
Pequenos brilhantes
Não refletem o quem somos, brilhantes

Escalo o seu eu com meus olhos e a sensação de tortura não cala os sentidos
Seus movimentos cotidianos estimulam sorrisos
E eu me calo
Me mordo por inteira
Me violo
Sou a própria violência
A minha violência
A causa das dores
Dores que eu alimento com prazer
O amor é a violência do corpo do outro com prazer
E quando acaba só nos resta as pancadas que antes não era possível ver