28.10.08

Tempo

No passo de andar no espaço flutuo, sem olhar pro lado gargalhando sorrios lapidados no garimpo
No passo de andar no espaço procuro vida em meio a urbanização maldita
No passo de caminhar na vida formou-se feridas ,essas como vermes tomou-me por inteiro cuspindo como gorfo palavras
No passo de andar no espaço o ar faltou , a luz apagou a dor indagou -se de morte ,o dialogo faltou as arvores essas na angustia de tudo que andou tornaram-se postes regou-se de luz e insetos no ar
No passo de passar no tempo as regras , letras e bestas se deslocaram até o metrô
No passo de pensar no espaço o tudo acabou



Elis Mira

2 comentários:

Dan disse...

feridas que cicatrizam, mas no frio da dor ainda as sentimos;
faltou dialogo pela falta de coragem,
acabou? mas continua dentro de cada um, a vida seqgue no passo de sermos o que precisamos, devemos, e queremos ser.....

deivid junio disse...

esse é bacana!

a sonoridade e o ritmo que dá em "no passo de passar no tempo"... "espaço" é o tempo mesmo, e passa de fato.