21.11.07

Receber o outro

“(...) Nenhum nome resta, nenhuma lembrança, hoje, do nome de ontem – ou do nome de hoje, amanhã. Se o nome é a coisa, se um nome é, em nós, o conceito de cada coisa situada fora de nós, e se, sem nome, não há o conceito, ficando em nós a coisa como cega indistinta e indefinida, então que cada um grave aquele nome que eu tive entre os homens, entalhando-o como epitáfio sobre a fronte daquela imagem com que lhes apareci, deixando-a em paz e relegando-a ao esquecimento. Um nome não é mais do que isso: um epitáfio. Convém aos mortos, aos que concluíram. Eu estou vivo e sem conclusão. A vida não tem conclusão – nem consta que saiba de nomes. Esta árvore respira, trêmula de folhas novas. Sou esta árvore. À árvore, nuvem. Amanhã, livro ou vento: o livro que leio e o vento que bebo. Tudo fora, errante”. (Pirandello, 2001)

4 comentários:

Sinto que sei que sou: disse...

Que texto profundo...bonito..
Ate q enfim resolveu aparecer hahauuha
Te amo
Bjus

Poeta da Lua disse...

vim para deixar-te um abraço e um sorriso.
é de sonho que se tece o meu caminhar...
ainda caminho ao longe para descobrir a cor do amor...
até uma próxima vez...


ps.: ainda estou ausente

ecaue disse...

olá...
bem loco este texto, me levou pra outros ares!
concordo com o autor - a vida não tem conclusão... o universo tende para a desordem, as pessoas para a inconstância, para o espiral - infinito.

O Véio disse...

Quantas saudades, minha flor!

Tudo bem, Lis? Vamos amar o que é vivo, mesmo que a morte seja apenas recomeço.

Beijos mil!

;-)