26.3.08

Não me permito

Não me permito sentir o desejo do outro em mim
Mesmo que por segundos,
até que a pressão caia sobre mim e eu seja beneficiada

Não me permito ser
Não me permito ouvir , penso que minhas palavras de nada servem
se não para se afogar dela mesma
por isso sufoco uma a uma sem entende-las

Diante das angustias as dúvidas
e mais nada
Hoje sentado na cadeira levo- me por ser levada
a escrever e só assim me permito extrair de mim
Lançando me aos pés aos calos de meus pés sujo

elis

2 comentários:

Dan disse...

Suas palvras servem também e para alcamçar outros corações e ao seu tbm de forma profunda e feraz

Anônimo disse...

Quando as palavras afundam submersas no grito da dor, o tempo se encerra no abismo do nada! Parabéns pela poesia Liz. Um abraço Jane Krist