14.10.10

Amar é azul (amarelo e azul)

                                  Ensaio 

Olhar que percebe, invade provocando movimentos inseparáveis
Orientado ou não, não sei, revolto-me aqui, ali, acolá.
Fazer aqui o que ali nao fora permitido
Espreitando-me o espreitar que n'eles são cores e balanço

Um, dois, três
Luzes refletidas em cores, são pessoas, ações, cogni(ações)
Ele, ela, olhar expandindo-se no espaço (espaço oco, vazio antes, por hora faz dizer) nos ois dados ao tudo que nunca é
O deledela unidos, suor, variações rítmicas, alongando, os dedos que como patas que vem do virtual animal devir, grudam na terra descobrindo um novo sentir, que se faz novo com o outro que acabo de ver, tocar, sentir, degustar, cheirar, ocupar pedindo e permitindo

De fora vejo admiro e me perco por não saber e saber
Tento descobrir bombardeando orientações
Toque por toque = coluna
verticais,toráccicas, lombar, sacro, coccis
descobrindo o ser homemulher pensante que está para além do fragmento
Toco, descubro a mão que toca e é tocada
Reflexos do ato
Reflexos de imagens jamais descritíveis.

4.10.10

Sobre a verdade

A verdade das paixões são os momentos, pulsões, sorrisos e desejos
Movidos pelo anseio, tocar "amar, desamar, amar"
A ausência não é aceita, nem posta
São desejos, momentos alheios aos outros, comum ao eu
Vontade do eu com o outro
O outro não tem potência para limitar aquilo que causa como efeito
As paixões são sintomas duma adolescência mal curada, sintomas da ausência presente do todo incompleto da linguagem demasiadamente humana no que diz respeita ao devir homem, mulher animal.

1/10/2010